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PROIBIDO POR QUÊ?

A gente foi tentar entrar no laboratório e os estudantes estavam fazendo uma montanha de gente na porta.


Quando me viram, a expressão foi de quem ia ser punido. Testas franzidas e corpo retesado. A cena me lembrava cachorro de rua passando perto de mesa de boteco.

Achei a ideia tão legal que me aproximei para ajudar. A brincadeira exigia que alguém colocasse o estudante no alto e eles não tinham força para se erguer. Fui logo pegando as pessoas e colocando na pilha de gente até formar essa linda e divertida pirâmide.

Não sei descrever bem as expressões, mas no acorde dramático daqueles meninos e meninas certamente estavam o alívio e a cumplicidade. “O professor ajudou a gente”

Essa história de TUDO É PROIBIDO ATÉ QUE ALGUÉM DÊ PERMISSÃO tira do estudante a reflexão e cria a instância da vigilância externa: o proibido é percebido como harbitrário e só deve fazer sentido na presença de quem proíbe. Então, se não tiver ninguém olhando, está tudo certo. O consenso e a regra servem apenas a quem as cria e a “liberdade” deve ser imposta pela transgressão. Isso não é saudável.

Esse cenário funciona mais ou menos como se o professor proibisse todo mundo de encostar na panela “PORQUE SIM” e o estudante acreditasse que só se queimaria se o adulto estivesse olhando.

ão é proibido subir no portal da porta. É proibido escolher fazer algo sem medir as consequências.

São nas pequenas mudanças de mentalidade que a educação alcança frequências mais altas nessa vibração divina que canaliza para nossas crianças.

Que a gente nunca pare de descobrir sempre um jeito melhor de fazer o que já é bom!

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