Reflexões

ESTOU IGUAL PAPAI AGORA

“Papai, eu quero colocar sapato igual você”.

Podemos escolher o que queremos ensinar, mas não o que o outro vai aprender. Eles estão sempre observando cada gesto e copiando o que conseguem. O clichê do poder do exemplo nunca perde a força – Precisamos nos responsabilizar pela influência que causamos.

Me encontrando com ex alunos muitos anos depois de nossa convivência na escola, ouço histórias de que eu mesmo não me lembrava. Ouço como se fossem novas algumas histórias que meus alunos viveram comigo. Às vezes o que marca suas memórias e deixa a lição nem foi imaginado no planejamento daquela “aula inesquecível”. É o detalhe, uma resposta, uma reação.

Por mais que se esforce para desenhar uma experiência ao longo da jornada de convivência com seus alunos, o “aprendizado líquido” é sempre um mistério para o professor atento. O estudante vai levar para seu futuro o resultado da conexão entre o que viveu em sala e sua própria história de vida – o que torna a experiência única para cada um. A gente só exerce influência sobre uma pequena parte do que acontece – ainda bem!

No final das contas o que importa, como bem diz o sábio i-ching, é o “correto proceder”. No final do dia, se a gente tiver ajudado nossos estudantes a quererem escolher o bem, já teremos feito parte da diferença.

Sendo assim, quando a gente sair de casa, vai caminhar seguro de que teremos surpresas inimagináveis, mas as escolhas que vamos fazer já sabemos de onde virão.

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